
"Cronista sem estilo parece incongruência, entendido o estilo como linguagem." (1)
Direta, espontânea, jornalística, de compreensão imediata, assim é a crônica, que destinada ao jornal ou à revista vive o espaço de um dia, utilizando-se do estilo como chamariz. Sendo ágil, simples e poética ela atrai o leitor, distinguindo-se na página do jornal.
Oscilando entre o coloquial e literário, casando a oralidade com os temas do cotidiano tratados com uma gota de análise ou filosofismo, a crônica pode se traduzir num prato de suave digestão, no meio de tantas notícias duras.
Ambigüidade, brevidade, subjetividade, diálogo, efemeridade são os requisitos indispensáveis para a construção da crônica. (2)
1- Massaud, Moisés. A Crítica Literária. Melhoramento, SP, 9a. ed., 1979, pág. 256.
2- Idem, pág. 257.
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