
Em sua batalha contra o envelhecimento precoce, a crônica por vezes transfere-se de seu ambiente natural, o jornal, para o ambiente do livro.
Ela é, então, reelaborada, isto é, escolhida pelo autor que seleciona seus melhores textos, dando-lhes uma seqüência cronológica temática capaz de mostrar ao leitor um painel que se fragmenta nas páginas do jornal. É como passar a vida a limpo. Isto permite que se descubra as características de cada cronista.
Nesta mudança de ambiente a crônica sai lucrando. As possibilidades de leitura crítica se ampliam, o texto atua com maior liberdade sobre o leitor, uma vez despido de certas referencialidades e a partir da releitura o leitor descobre novas possibilidades interpretativas, ampliando sua visão humana do homem na sua vida de todo dia.
1- Sá, Jorge de. A Crônica. Ática, SP, 1985, pág. 86.
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